sexta-feira, 27 de abril de 2012

Avaliação: e quem erra, sabe o que?


Dentro da concepção pedagógica do modelo liberal que impera na educação brasileira, a avaliação classificatória e eletiva é aquela que hoje é um dos motivos pelo fracasso e evasão escolar.
O fracasso escolar se encontra dentro de um quadro onde não existe um processo escolar que possa atender as necessidades e particularidades das classes populares, fazendo com que um grande potencial humano seja desperdiçado.   O grande número de excluídos ao acesso de conhecimento e a desvalorização dos conhecimentos social produzido por esse grupo, fortalece a necessidade de criação de um mecanismo de intervenção que seja dinâmico e de inclusão social.
É necessário criar uma nova cultura de avaliação escolar que incorpore uma dinâmica que facilite uma dimensão ética.
Para Esteban (2003), se procurarmos saber se a escola poderia viver sem avaliação, provavelmente a maioria dos alunos iria achar que isso seria maravilhoso, pois faria com que eles tivessem mais tempo para sair, brincar, se livrarem das broncas e castigos dos pais, reduzindo angústias e sofrimentos.
Aos professores também seria dado um descanso, pois não precisariam elaborar uma prova e depois disso ter que corrigir uma pilha delas.
Será que com isso a escola seria mais feliz?  Será que realmente todos os estudantes achariam justo que não houvesse nenhum tipo de reconhecimento para todo o seu esforço de estudar? Sem a prova quem obrigaria os alunos a estudar? Como verificar e assim garantir que os conteúdos, nem que seja mínimo, está sendo aprendido?  Como identificar quem sabe e quem não sabe, atendendo a função da escola que é passar conhecimentos?
Diante dessas perguntas, acredita-se que a avaliação escolar seja um mal necessário, mas será que ela deverá ser necessariamente tão discriminatória como é atualmente.  Devemos repensar o processo de avaliação que seja uma prática pedagógica democrática.  
Segundo Luckesi (1984), a atual avaliação tem a função de classificar os alunos, quando deveria ter uma função de diagnosticar, isto é, avaliar o quanto de conteúdo está sendo aprendido pelo aluno, e então assim, diante dessa avaliação, tomar decisões sobre o objeto avaliado.
Numa avaliação, o erro tem que ser visto como uma forma de oferecer novas informações sobre a dinâmica de aprendizagem e desenvolvimento tanto do aluno como da turma.  O erro não é só uma maneira de se ver o que o aluno não sabe, mas o que ele ainda precisa aprender e tornar assim a avaliação, de uma prática classificatória em um processo de investigação.
É necessário que possamos enxergar que a avaliação classificatória é um fator que exclui e silencia as pessoas, sua cultura e seus processos de construção de conhecimentos, e que uma nota ruim marca por toda a vida o aluno, pois fica registrado em arquivos e históricos escolares, que se transformam em documentos legalizados.  Devemos levar em consideração todo o esforço do aluno em melhorar suas notas e dar a ele o seu devido valor, lembrando que seu modo de aprender, muitas das vezes é diferente da maioria e é preciso que ele seja visto como um indivíduo pelo professor, que tem a missão de transmitir conhecimento e tornar o aluno um aprendiz, não só do conteúdo escolar, mas também do conteúdo social e cultural do qual faz parte.
Referência:
ESTEBAN, Maria Teresa. A Avaliação no Cotidiano Escolar - In: Avaliação uma prática em busca de novos sentidos (org.). 5a. Ed. - Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação Educacional Escolar: para além do autoritarismo - In: revista Tecnologia Educacional, V. 13 (61): 6-15, Nov./Dez. 1984.

terça-feira, 17 de abril de 2012

O que é Cidadania?

Sobre cidadania, os dicionários dizem ser “qualidade de cidadão”. No entanto, se pesquisarmos a respeito dessa palavra encontraremos diversas opiniões e nenhuma definição que contemple de forma plena o conceito de cidadania.  Podemos afirmar que ser cidadão é ter direitos e deveres. Mas de que maneira podemos definir esses direitos e deveres?
Muito se tem falado em “educação para a cidadania”, de “projetos educativos”, onde o cidadão é o foco da preocupação. Mas na verdade o que se tem feito para que o cidadão seja educado para alcançar a plena cidadania? O que se tem feito para que o cidadão saiba o que é educação e cidadania?
A cidadania é a participação de todos em busca de benefícios sociais e igualdade. O cidadão não é dependente de sua condição social e econômica ou de seu sexo para atingir esta condição. Esta é alcançada pelo simples fato de sua existência como ser humano.
Um país para evoluir precisa de uma educação de qualidade.

domingo, 1 de abril de 2012

OBJETIVO

O presente blog tem a finalidade de colocar a questão da educação como parte da cidadania, onde é necessária uma escola que represente um desafio para todos os educadores. O projeto político pedagógico da escola apóia-se no desenvolvimento de uma consciência crítica, no envolvimento das pessoas da comunidade interna e externa à escola, na participação e na cooperação das várias esferas do governo e na autonomia, responsabilidade e criatividade como processo e como produto do projeto. A luta da escola pela autonomia insere-se numa luta maior pela autonomia da própria sociedade e a eficácia dessa luta depende da ousadia da escola de experimentar o novo, e pensar numa escola autônoma. Lutar por ela é dar um sentido novo a função social da escola e do educador.